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Mudança de Vida

11/08/2019 depoimento da advogada Simone Nejar

"Comecei a ter problemas auditivos na adolescência, mas talvez já os tivesse desde a infância, por ter alguma fama de desatenta na escola sem me considerar como tal. Não é fácil detectar um problema auditivo ainda na infância, a menos que seja realmente notório. Com o tempo, os problemas se acentuaram. Acontece que ninguém tem dentro de si um "grilo falante", uma consciência geral que lhe diga que o padrão normal de audição é muito superior ao seu. Quando ingressei na faculdade de Direito, passei a sentar na primeira fila, porque me acostumara a ler os lábios daquelas pessoas que não falam... murmuram. São os tais que falam com os seus botões e consideram os demais uns mal-educados. Nunca me considerei mal-educada, e, apesar de origem italiana, sempre falei mais alto, pois isso talvez seja uma tentativa de ouvir mais alto, enfim...

No primeiro ano da faculdade fiz uma cirurgia no ouvido esquerdo, pois só então a minha otosclerose foi diagnosticada. Após a cirurgia, voltei a ouvir barulhos como o canto de passarinhos e o toque da campainha. Mas infelizmente, passados alguns anos, a deficiência piorou. Coloquei então o primeiro aparelho no ouvido direito, que não fora operado. Usei algum tempo e adiantou bastante, mas não o suficiente.

Recordo-me de ser duramente destratada em uma audiência por um juiz, pois eu pedia que consignasse em ata uma declaração e ele me ignorava, até que, ao pedir pela terceira vez, ele gritou comigo dizendo que já mandara consignar, e me perguntou se eu era surda. Imediatamente retirei o aparelho e o coloquei sobre a mesa. Depois disso, passei a fazer cada vez menos audiências, limitando-me às petições escritas.

Passei por um processo de isolamento forçado durante algum tempo, pois perdi o aparelho, vitimado pelos dentes de um dos meus cães. Foi um período triste, em que tive que contar com muita paciência dos meus familiares e no qual procurei me afastar das pessoas, já que nem todas tem uma dicção adequada à leitura labial. Lembro que quase fui atropelada por um caminhão na rua, que estava em cima de mim, buzinando...

Um dia cheguei na AudioPrime e fui muito bem atendida. Fizeram uma nova audiometria e me ofereceram aparelhos excelentes, não só na qualidade tecnológica e conforto, mas no preço também, pois couberam no meu orçamento. Eles são discretos, da cor do meu cabelo, pequenos, e tem uma oliva, aquela parte que fica no ouvido, confortável e invisível. As pilhas são recarregáveis e tudo é feito com muita facilidade.

Sinceramente, eu não sei como vivi até aqui sem estes aparelhos. Hoje eu estou levando uma vida absolutamente normal, adoro fazer audiências, tenho novos clientes no escritório, e curto muito ouvir os ruídos do ambiente. Antes, eu achava o shopping silencioso, e hoje, quando entro, reclamo, de brincadeira, do barulho.

Deixo aqui um conselho aos pais: por favor, quando seu filho for chamado de desatento, verifique se ele não tem uma perda ou dificuldade auditiva. Fazer uma audiometria é tão simples e pode prevenir tantos problemas futuros!

Estou muito feliz com o atendimento da AudioPrime e com a vida nova que tenho hoje!"