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Sarampo Preocupa no Brasil

13/08/2019 iminente decreto de estado de emergência

O mundo está vivendo um surto preocupante de sarampo.

O alerta vem do Unicef e o Brasil está entre os 10 países com mais casos registrados da doença de 2017 para 2018.

Somente entre 12 de maio e 3 de agosto de 2019 foram confirmados 1.226 casos da infecção. Há ainda 6.678 casos em investigação.

Diante do avanço de casos de sarampo, o Ministério da Saúde montou um comitê encarregado de acompanhar diariamente a situação em todo o país, o primeiro estágio para que a decretação de estado de emergência seja realizada.

A OMS recomenda, em geral, que imunizações cubram ao menos 95% da população. Apesar do avanço da infecção, a cobertura vacinal contra sarampo no Brasil é considerada baixa:. no Rio de Janeiro, 51,23% das crianças estão imunizadas A cobertura em São Paulo é de 74,65%; na Bahia é de 61,69%; e no Paraná, de 89,53%.

Essa queda na vacinação é apontada como a causa do aumento dos casos da doença no Brasil.

Os motivos que levaram a população a não se vacinar podem ser vários, explica Cristina Albuquerque, chefe da área de Saúde e HIV do Unicef no Brasil:
"A questão dos movimentos antivacina foi algo que se apresentou nos países desenvolvidos. Pode passar pelo desfinanciamento do SUS (Sistema Único de Saúde) em geral; pode ter a ver também com mudanças sociais, culturais e econômicas no mundo, como as dificuldades das famílias em imunizarem as crianças em horário comercial. Até o êxito do nosso programa de imunização, um dos mais reconhecidos do mundo, pode ter dado segurança demais e levado à diminuição (da procura pela vacina)".

O sarampo é causado por um vírus e leva a um quadro infeccioso grave. A doença é muito contagiosa - mais do que ebola, tuberculose e influenza, por exemplo - e transmitida pela fala, tosse ou espirro. Seus sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas e brancas, tosse, coriza e conjuntivite.

As complicações da doença, que incluem otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas, podem provocar sequelas como surdez, cegueira, retardo do crescimento e redução da capacidade mental.

Segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a doença. Por isso, a vacinação é tão essencial.

"A vacina existe, é barata (para ser produzida) e é de graça (para a população). Tem que vacinar", resume Cristina Albuquerque. A tríplice viral está disponível na rede pública e pode ser aplicada durante todo o ano.

Essa sensação de que o sarampo era algo totalmente extinto só se deu porque tínhamos uma cobertura vacinal eficiente. Por isso, não arrisque a saúde dos pequenos: vacine seus filhos.